Maravilhosa Lista de Injustiçados pelo Politicamente Correto

Em janeiro de 2019, a revista Época entrevistou a “pesquisadora de Harvard” Moira Weigel, apresentando-a como “estudiosa do politicamente correto” que afirma que ele não existe.

Talvez a parte mais notável da entrevista foi esta:

Época: “Com o politicamente correto, algumas questões acabaram virando tabu?” Weigel: “Não. Realmente não acredito que o politicamente correto exista. Você pode perguntar: mas então a que as pessoas se referem quando usam esse termo? É à linguagem que usamos e aos cuidados que temos quando falamos para não ofender ninguém. (…) Não existe nenhuma organização política secreta forçando as pessoas a falar de certa maneira. É importante lembrar que liberdade de expressão não quer dizer que uma pessoa pode sair por aí ofendendo as outras.”

Impressionante. Por onde começar? Pela negação da realidade? Pela invencionice de que se trata apenas de respeito? É verdade que não há organização secreta policiando o vocabulário das pessoas: a organização é explícita. É difusa, ideológica, melhor descrita como uma disputa por quem influencia politicamente as normas sociais locais. O grupo politicamente correto deseja alterar as normas à sua imagem e semelhança. Os contrários a este grupo são a favor da liberdade de expressão e de manter a política identitária bem longe das forças orgânicas que governam de fato a língua, resistindo às forças artificiais e que desejam ganhar poder político pela engenharia linguística. É exatamente como descrito por George Orwell em suas obras, que por sua vez se baseou em militantes radicais de esquerda com quem ele conviveu. Vamos ser francos: a pesquisadora não vê o problema porque é comprometida com a esquerda, e só por isso. Prova disso é a última alegação dela: de que liberdade de expressão não inclui ofensas. Sinto muito, ativista disfarçada de acadêmica: inclui sim. Consulte o próprio Orwell e qualquer outro pensador da tradição liberal que fez valer esse direito, ainda que minimamente, no Ocidente.

Inspirados na cara de pau de Moira Weigel, apresentamos uma lista de censurados/injustiçados pelo politicamente correto, abaixo.

Casos no Exterior

Noah Carl

Atualização: a pressão finalmente teve sucesso e Noah Carl foi demitido em 2019.

Lisa Littman

Lawrence Rosen

Escola cancela peça Concurda de Notre Dame porque a atriz que interpretaria Esmeralda é branca

Algoritmo do Uber acusado de machismo porque motoristas mulheres escolhem rodar menos

Jacob Rees-Mogg, político conservador britânico, é xingado injustamente de racista e nazista ao visitar universidade

Boko Haram sequestra meninas, comunidade ocidental reage, mas ignora meninos que foram assassinados

Universidade de Oxford dá privilégios para estudantes femininas em provas

Ken Zucker, especialista em tratar crianças com disforia, demitido por pressão de ativistas

James Damore demitido do Google por divulgar ciência das diferenças entre sexos, e espionado pela empresa

Anônimo munido de detalhes sigilosos revela que Google espionou James Damore

Lindsay Shepherd: assediada pelo próprio orientador por passar um vídeo de 5 minutos de Jordan Peterson para debate em sala de aula

H. P. Lovecraft atacado por anacrônicos

A fraude científica do “cérebro mosaico” (Daphna Joel, PNAS)

Carol Swain: punida por crimepensamento

Professor perseguido em Harvard por apoiar outros alvos do politicamente correto, alunos desonestos alegam ter sido “traumatizados” por suas opiniões

Pesquisador do CERN demitido por crime-opinião sobre os sexos

Sir Roger Scruton demitido de órgão governamental de arquitetura no Reino Unido por causa de jornalista desonesto que picotou suas respostas a uma entrevista

Navratilova: constantemente assediada por crime-opinião a respeito de políticas apressadas de inclusão no esporte

Uma entre várias palestras canceladas por pressão de justiceiros sociais

Casos no Brasil

Aula de Peter Lees Pearson com objetivo de aumentar publicações brasileiras em inglês interrompida pelo movimento negro na USP

Daniel Reynaldo: por questionar mortes por “lesbofobia” na UFRJ, foi agredido, posto em cárcere privado por acadêmicos e censurado por uma juíza que acreditou nas estatísticas falsas questionadas

Daniel não se deixou intimidar e participou de um relatório da Liga Humanista que mostrou que as estatísticas de morte por homofobia do Grupo Gay da Bahia são falsas. As estatísticas enganaram o STF, ministérios brasileiros, Globo, Folha de São Paulo, Estadão, ONU, Anistia Internacional, BBC, etc.

Tentativas de censurar Monteiro Lobato

Napoleon Chagnon e James Neel: antropólogo e geneticista difamados por jornalista Patrick Tierney e acadêmicos brasileiros adeptos da tábula rasa. O caso já foi desmentido há muitos anos, mas a difamação continua na mídia e nas universidades.

Demétrio Magnoli: mais um censurado por ser contra as cotas raciais

Alunos tentam forçar instituição a contratar professora com base apenas na cor da pele

Vários casos de instituições de ensino paralisadas por capricho de justiceiros sociais

Pancadaria dos autoritários para proibir o documentário sobre Olavo de Carvalho na universidade

Antonio Riserio xingado de fascista por questionar a política identitária do movimento negro

Na USP, para lacrar contra a polícia, vale até defender provável pedófilo

Post atualizado pela última vez em 5 de maio de 2019.