Progressistas decepcionados que Stephen Hawking encontrou Sergio Moro antes de morrer

O físico inglês Stephen Hawking faleceu nas primeiras horas desta quarta, 14 de março. Mas hoje não é um dia menos apropriado para apontar como ele foi uma personalidade problemática, opressora. O muito humanitário cartunista progressista Carlos Latuff iniciou este dia lembrando que Hawking ousou entrar em Israel para falar de física quando o cartunista queria que ele prestasse mais atenção em política do que em física. Certamente um erro imperdoável do cientista. Especialmente porque Hawking queria evidências de que os buracos negros devolvem a energia que sugam do universo de alguma forma, enquanto Latuff não requer evidência nenhuma para alegar que Israel é um país onde existe um Apartheid.

As feministas também não deixaram ninguém lamentar a morte do cientista de 76 anos que sobreviveu ao prognóstico médico em 55 anos. E daí se ele nos ajudou a entender melhor o que mecânica quântica tem a ver com cosmologia? Ele era um misógino que — horror dos horrores — disse uma vez que as mulheres são o maior mistério do universo, e — sente para não desmaiar — foi de cadeira de rodas para um show de strippers! Esse entendedor de aspectos complexos da realidade não sabe que se engajar em transações voluntárias mútuas que envolvem mulheres mostrarem seus corpos gostosos, não carcomidos por doença degenerativa genética, é OBJETIFICAÇÃO, um termo técnico reconhecido nas ciências exatas da sociologia e da ética??

Não venham nos dizer, machistas, que ele apanhou da mulher quando já tetraplégico, foi a um hospital com hematomas e cortes, e se recusou a denunciar a violência doméstica de sua esposa. Stephen Hawking é um exemplo claro de um macho patriarcal abusador de mulheres.

Mas o pior da vida do teórico cosmólogo acaba de ser revelado: no ano passado, Stephen Hawking jantou com o juiz Sergio Moro, arquiteto do golpe de Estado de 2016 no Brasil.

“Eu até gostava de ler o que ele escrevia e achava que ele era um intelectual sensato”, disse Suellen Guarani-Kaiowá☭, em seu perfil nas redes sociais. “Mas depois dessa, acabou o encanto. Muito decepcionante, mesmo. E eu entendia tudo o que ele queria dizer com Teoria M e supercordas, porque sou mulher negra e lésbica”.  Agora, com seu falecimento, Suellen não pretende ajudar os álbuns de Stephen Hawking a subirem nos mais ouvidos do Spotify. “Isso que ele fez é bem pior que aquela coisa que o Lulu Santos disse sobre a Ppabbllo Vvittarr que eu esqueci agora mas que me deixou indignada”, arrematou Suellen.