TV estatal canadense censura documentário da BBC sobre transexualidade em crianças por conter críticas a dogmas de ativistas

Pesquisadores buscam descobrir se os seus modelos se encaixam nos dados. Se não se encaixam, os modelos são descartados, não os dados. Isso no caso de serem sérios, não no caso de ganharem aplauso de suas comunidades corruptas por escreverem um diário de aventuras eróticas em banheiro público.

Ideólogos, por outro lado, têm as conclusões antes de buscar dados, daí já selecionam dados convenientemente, como quem cata feijão: o que é nutritivo para confirmar a narrativa ideológica é mantido, o que a contradiz é descartado.

A CBC, que é o canal equivalente à BBC no Canadá, decidiu ir para o caminho dos ideólogos e não levar ao ar o documentário Crianças Transgêneros: Quem Sabe Mais?, que estava planejado para ir ao ar neste mês. Já era surpreendente que a BBC levasse o documentário ao ar em janeiro passado, pois ela também está se alinhando cada vez mais à esquerda progressista e seu papo maluco identitário que piorou nos últimos anos, levando pessoas como eu a abandonar esse navio antes que ele afundasse ou virasse um navio mal-assombrado de zumbis repetindo as mesmas bobagens sem pensar. Expressei positiva surpresa sobre a publicação do documentário e o resenhei um dia depois de ir ao ar aqui. A BBC, segundo a neurocientista Dra. Debra Soh, deletou o documentário de seu aplicativo em tempo bem inferior ao normal.

Por que o documentário não interessa aos justiceiros sociais da causa trans? Porque é equilibrado. Porque não fica só repetindo experiências pessoais de pessoas trans (tolice vendida como “lugar de fala” pelos novos gurus pós-modernos no Brasil), e inclui também a opinião profissional de especialistas como o Dr. Kenneth Zucker, que foi demitido de seu emprego de pediatra especialista em crianças trans também por pressão dos ativistas. Como sabe o Dr. Zucker, e é repetido por associações profissionais de psicologia, a maioria das “crianças trans” na verdade é gay: em até 80% delas, a vontade de transicionar para outro sexo some, e em cerca de 60 a 90% delas o que ocorre é que permanecem expressando o sexo natal e vivem como gays e lésbicas. Isso irrita ativistas que querem que a subjetividade das crianças seja senhora da sociedade, e que a comunidade médica não medie perigosos tratamentos hormonais (é o que defende o projeto dos deputados Jean Wyllys e Érika Kokay) cujos efeitos colaterais mal foram pesquisados. Efeitos de hormônios sexuais usados na transição, como o engrossamento da voz e o crescimento de barba em homens trans, são irreversíveis ao parar o tratamento. Casos de arrependimento são conhecidos, e suspeita-se que pessoas com transtornos de identidade são vulneráveis ao contágio social de acreditar que são trans.

Leia aqui meu resumo das mais importantes informações que é preciso saber sobre transexualidade.